Gripmaster Pneus
A EXPOBOR – Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha e a PNEUSHOW – Feira Internacional da Indústria de Pneus, maiores feiras de tecnologia, máquinas e artefatos de borracha e da indústria de pneus da América Latina, foram abertas na manhã desta quarta-feira (22), no Expo Center Norte (SP). 

 

Além dos lançamentos e novidades que estão sendo apresentadas, os profissionais do setor terão acesso a uma programação de conteúdo dos congressos promovidos pelas associações que trazem uma panorama sobre o presente e o futuro do segmento que tem grande importância para a economia e a infraestrutura do país.

Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal, organizadora das feiras, e presidente da União Brasileira dos Promotores de Feiras – UBRAFE, afirmou, durante a solenidade de abertura, que “é um orgulho ver as feiras funcionando”. “É uma alegria entregar um evento que deveria ocorrer em 2020, mas foi adiado devido a pandemia. Foi um desafio, mas podemos ver no pavilhão a dedicação do setor para trazer aos visitantes as inovações tecnológicas em produtos e serviços”.

Abdala recordou que, em 1996, teve a ideia, junto com o Sindibor, a ABR e a ARESP, de criar uma feira para atender o setor. “E hoje posso ver o quanto o setor se uniu e protagonizou um crescimento fantástico, focado em nossa economia. Por isso, também é um prazer entregar uma feira adulta, madura, profissional e, tenho certeza, eficiente para a geração de negócios, que é o que todos esperam”.

Já a senadora pelo Mato Grosso e presidente da Associação Brasileira da Reforma de Pneus – ABR, Margareth Buzetti afirmou que as feiras se consolidaram como os dois maiores eventos de máquinas e artefatos de borracha da América Latina. “E as expectativas são as melhores, pois os expositores trouxeram muitas novidades para apresentarem e que contribuirão para as operações, o aumento da produtividade e redução de custos no setor”.

Ao lembrar que o país hoje possui cerca de 66 mil quilômetros de malha rodoviária, a dirigente da ABR destacou que o setor de transporte é vital para a logística de distribuição de produtos e para o desenvolvimento da economia do país. “O que o Brasil precisa é de uma política de industrialização séria, comprometida com a renovação do parque de máquinas e que ofereça créditos e juros competitivos”.

Marcos Carpegiani, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha – ABIARB, lembrou que esta é a 13ª edição das duas feiras. “Ficamos quatro anos sem eventos e agora vemos o quanto o setor evoluiu em tecnologia, o que os coloca como os mais importantes da América Latina”.

O presidente da Associação das Empresas Reformadoras de Pneus do Estado de São Paulo – ARESP, Alexandre Levi Cardoso concordou com Carpegiani. Para ele, as empresas do segmento deram um grande salto em tecnologia. “Podemos ver isso nas feiras com novos produtos e fornecedores. O setor sai da pandemia muito maior e mais preparado para atender o mercado brasileiro e latino-americano”.

A EXPOBOR e a PNEUSHOW também recebem até sexta-feira (24) os eventos integrados 19º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha (ABTB) e a primeira edição do Seminário de Marketing, Vendas & Sustentabilidade. Haverá ainda conteúdos relacionados ao undertruck e à reforma de pneus, além de atividades da Escola Móvel de Indústria 4.0, unidade “sobre rodas” do Senai-SP.

 

Indústria abraça a economia circular e transforma “lixo” em matéria prima

expobor congresso

 

A economia circular foi um dos temas de destaque dos painéis apresentados no primeiro dia do 19º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha, conceito que concilia melhor uso de recursos naturais, por meio de novos modelos de negócios e otimização de processos de fabricação, e desenvolvimento econômico.

“A economia circular, por possibilitar o uso contínuo de recursos e o retorno da matéria prima para a indústria, é a solução mais sustentável que podemos dar a pneus inservíveis, quer dizer, aqueles que não têm mais serventia ou vida útil”, disse Breno Leme Asprino Neto, da Polimix Ambiental, durante sua palestra.

Em outras palavras, é o que o mercado chama de lixo, enfatizou Asprino. “Na Polimix, nós transformamos esse lixo – pneus inservíveis de carros, ônibus e caminhão – em matéria prima, recuperamos seu valor para que a indústria possa voltar a utilizá-lo. E, no processo, ainda reduzimos a emissão de CO2 na atmosfera”.

As matérias primas, no caso, são: gás e óleo de pirólise, utilizados como combustível; fibra, vendido à indústria de modo geral; e aço e negro de carbono, aproveitados, respectivamente, pela indústria siderúrgica e pela de pneus, artefatos de borracha, plásticos e tintas.

 

Escola Móvel Senai também dedicou atenção especial à economia circular. Espécie de laboratório sobre rodas, e equipada com soluções avançadas de Internet das Coisas e Realidade Virtual, ela contou com uma palestra centrada em modelos estratégicos para serem aplicados no setor de artefatos de borracha.

O responsável pela palestra, Guilherme Cubo, do Instituto Senai de Tecnologia em Meio Ambiente, iniciou sua fala diferenciando a economia circular da linear. Esta, mais comum, consiste em extração, produção, distribuição, consumo e, finalmente, descarte. “Esse modelo só funcionaria se todos os recursos fossem infinitos e se o meio ambiente tivesse capacidade regenerativa para absorver tudo que utilizamos. Mas ele não tem”, afirmou.

Já a economia circular se distingue pelo uso inteligente de recursos, aumento da vida útil dos produtos e utilização de resíduos como matérias primas. “As ações que contribuam para que o processo se torne um ciclo sustentável, e não uma linha reta, estão relacionadas à economia circular. Todas essas ações e, mais importante, o conjunto delas é que tem o potencial de alterar a nossa economia”, disse Cubo.

Para tanto, porém, é fundamental remodelar modelos de negócio e repensar toda a cadeia de valor – da extração e produção ao marketing e vendas. Não é preciso reinventar a roda, segundo o especialista, mas um pouco de inovação não faz mal a ninguém. Ele mencionou, como exemplo, um pneu sem ar pressurizado, mais resistente e que não fura.

“Esse produto já existe, mas o consumidor se pergunta: se algo acontecer com ele, o que eu faço?”, pontuou. “Por isso a cadeia de valor precisa ser completa. O marketing pode aumentar e melhorar o apelo da solução, e o pós-venda pode incentivar e investir em borracharias especializadas nesse tipo de pneu”.

 

Pesquisa traça o perfil do consumidor de pneus reformados

O setor de reforma de pneus é formado por 75% de pequenas empresas que não têm acesso às ferramentas que possam analisar o perfil de seus clientes, auxiliando suas áreas de vendas. Foi baseado nessa constatação que Mateus Santos, engenheiro de produção e com 13 anos de experiência no setor, decidiu realizar uma pesquisa para traçar o perfil do consumidor desses produtos, analisando pequenas transportadoras, com até cinco caminhões, no Triângulo Mineiro, norte de São Paulo e sul de Goiás. A pesquisa faz parte do trabalho de conclusão de mestrado que Santos está cursando em Administração pelo Centro Universitário Alves Faria (UNIALFA), em Goiânia.

Na apresentação de sua pesquisa durante a EXPOBOR – Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha, que acontece até sexta-feira (24), no Expo Center Norte, Santos colocou os resultados à disposição das pequenas transportadoras e dos caminhoneiros. “Ainda não tenho um canal para disponibilizar minha pesquisa de forma que o empresário possa consultá-la quando quiser. Por isso, peço que aqueles que tiverem interesse, me procure”, disse.

Mas o pesquisador já está em contato com a Associação Brasileira da Reforma de Pneus – ABR, para que a entidade intermedie essa aproximação. “O meu trabalho é regional. O interessante é que a associação, usando dos meus métodos, possibilite que transportadoras pequenas de outras partes do Brasil também consigam traçar o perfil de seus clientes. Afinal, o consumidor não se comporta da mesma forma em todo o país”.

O estudo, de acordo com o mestrando, “tem como objetivo geral identificar, dimensionar e hierarquizar os fatores-chave levados em conta na avaliação das alternativas no processo de decisão de compra de reforma de pneus de carga por pequenos frotistas consumidores e tendo como ponto de partida a pergunta de pesquisa: Quais são os antecedentes da percepção de valor dos pequenos frotistas, com relação ao serviço de reforma de pneus de carga?

O trabalho discorre sobre temas do comportamento do consumidor como “fatores psicológicos, valor percebido, prossumidor (consumidor que produz), serviços, suas nuances e lógica dominante”. “Os principais resultados obtidos foram a reorganização da construção mental que fundamenta a percepção de valor do consumidor de reforma de pneus e sua hierarquização. As pessoas que responderam a pesquisa também foram divididas em clusters e tiveram suas diferenças e semelhanças mais significativas apresentadas. Outro resultado significativo obtido foi a evidenciação da predominância das construções mentais que visam a segurança e fidelidade do caminhoneiro”, explica Santos.

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